
A Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência começará na Nova Zelândia, a 2 de Outubro de 2009, dia do aniversário do nascimento de Gandhi e, por esse motivo, declarado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Não-Violência. Terminará na cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcagua, a 2 de Janeiro de 2010.
Ao longo destes noventa dias, passará por mais de 90 países, nos cinco continentes, atravessando todos os climas e estações, das temperaturas escaldantes dos trópicos ao gélido Inverno siberiano. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra, e alguns dos percursos serão efectuados por mar e pelo ar.
Uma equipa permanente de mais de cem pessoas de distintas nacionalidades fará o percurso completo, e em cada país muitos mais se unirão, atravessando todo o território nacional ou apenas o seu bairro.
Para quê realizar uma Marcha Mundial pela Paz e a Não-violência?
Para denunciar a perigosa situação mundial que nos está a conduzir a um conflito com recurso a armamento nuclear, no que poderá ser maior catástrofe da história da Humanidade;
Para dar voz a essa maioria de cidadãos de todo o mundo que rejeita a guerra como forma de resolução de conflitos, que se opõe à demencial corrida armamentista que está em curso;
Para conseguir a erradicação das armas nucleares, a redução progressiva e proporcional do armamento, a assinatura de tratados de não agressão entre países, a renúncia dos governos ao uso das guerras como meio de resolução de conflitos;
Para colocar em evidência todas as outras formas de violência (económica, racial, sexual, religiosa, etc..), escondidas ou disfarçadas por quem as provoca, e proporcionar a quem as sofre uma oportunidade para fazer-se escutar.
A Marcha é uma iniciativa do "Mundo sem guerras", organização internacional que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência, mas reúne já muitos parceiros organizativos, entre associações locais e internacionais de voluntários.
A comissão promotora em Portugal, em coordenação com organizações galegas, irá assegurar a rota galaico-portuguesa, com início previsto em Finisterra e conclusão em Lisboa, e que se conectará em Toledo (Espanha) com a Marcha Mundial.
Na web oficial da Marcha reúnem-se depoimentos de algumas figuras públicas que prestam o seu apoio à Marcha. Esta lista inclui já nomes como Desmond Tutu(África do Sul), Prémio Nobel da Paz, Yehuda Stolov (Israel), presidente e fundador da AIE (Associação de Encontro Inter-religioso) dedicada ao diálogo inter-religioso para a construção da paz; Zubin Mehta (Índia), maestro; Michael Lerner (Estados Unidos), activista político, e editor da "Tikkun", revista judaica progressista e inter-religiosa, rabino da sinagoga Beyt Tikkun, de S. Francisco; Ashin Sopaka (Myanmar), monge budista e criador do Movimento pela Paz e a Liberdade em Burma; Ian Gibson (Reino Unido), hispanista reconhecido pelos seus trabalhos sobre Federico García Lorca, Salvador Dalí e Antonio Machado.
A estes nomes juntaram-se recentemente José Saramago (Portugal), Prémio Nobel da Literatura,Federico Mayor Zaragoza (Espanha), ex-director da UNESCO, e Noam Chomsky (Estados Unidos), investigador, linguista, professor universitário.
